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Outra vida, na mesma vida.

paigasem de natureza com bruma e floresta


Deixem-me explicar melhor. Achamos que precisamos de uma grande mudança para que aquilo que não está a correr tão bem seja diferente. E por isso esperamos, muitas vezes, uma vida inteira por esse momento ou pela oportunidade de o conseguir.


Romantizamos outro cenário completamente diferente da nossa realidade atual. Onde somos mais livres de compromissos, temos mais tempo para fazer aquilo que gostamos e como, se por magia, todo o nosso cansaço e peso desaparecessem.


É, muito provavelmente, uma ilusão. A vida vive-se vivendo e tem que ter algum sentido, não é?


Nem sempre são necessárias grandes mudanças. Gosto de acreditar que podemos viver exatamente a mesma vida, a mesma ocupação, o local de sempre e as mesmas pessoas, mas apenas com uma rotação diferente. Ou, no mínimo, uma perspectiva diferente. E que isso pode fazer toda a diferença.


Estratégias que podem ajudar a ter outra vida na mesma vida:


Desenganem-se se acham que esta é uma receita milagrosa e que tudo se resolve de forma fácil. Cada vez me convenço de que a força do hábito é talvez a força mais poderosa deste universo. E os hábitos criam-se com consciência e com persistência.


  1. Desliga o piloto automático: começa por reparar nos hábitos que já tens. Antes de tentares mudar alguma coisa, vale a pena perceber o que está a alimentar o cansaço, a pressa ou aquela sensação de andares sempre a correr. Quantas vezes interrompes o que estás a fazer para ver uma notificação? Quantas vezes dizes "sim" quando querias dizer "agora não"? A mudança começa quando ganhas consciência daquilo que fazes quase em piloto automático, e porque sempre foi assim.

  2. Não tentes apenas eliminar hábitos, substitui-os. É muito mais fácil trocar um comportamento por outro do que simplesmente deixar de o fazer. Se tens o hábito de pegar no telemóvel sempre que tens cinco minutos livres, experimenta usar esse tempo para respirar fundo, olhar para a paisagem ou dar uma pequena caminhada. Os hábitos não desaparecem; transformam-se.

  3. Cria pequenas pausas restauradoras ao longo do dia. Não precisas de esperar pelas férias para recuperar energia. Cinco minutos ao ar livre, um café bebido sem distrações, alguns minutos de silêncio ou um momento de contato com a natureza podem fazer mais pela tua energia do que imaginas.

  4. Protege o teu tempo e organiza-o pelas tuas prioridades. Nem tudo precisa de uma resposta imediata. Reserva blocos de tempo para aquilo que é realmente importante e resiste à tentação de estar sempre disponível para todas as solicitações. Quando estás constantemente a saltar de tarefa em tarefa, acabas por sentir que passaste o dia ocupado sem ter avançado verdadeiramente no que importa.

  5. Reduz a sobre-estimulação digital. Vivemos rodeados de estímulos, notificações, vídeos, mensagens e informação sem fim. O problema é que o cérebro raramente descansa. Experimenta criar momentos sem ecrãs e observa como te sentes. Muitas vezes não precisamos de mais entretenimento; precisamos apenas de mais espaço.

  6. Volta a dar lugar às coisas de que gostas. Há livros que queres ler, caminhadas que gostavas de fazer, hobbies que te davam prazer e conversas que te faziam bem. Muitas vezes não deixamos de fazer estas coisas por falta de tempo. Deixamos porque criamos o hábito de não as fazer. E, tal como qualquer outro hábito, esse também pode ser desaprendido.


Há uma nova versão da tua vida, da mesma vida que já tens. Uma versão mais rica, mais leve e muito mais satisfatória. Não porque houve uma mudança dramática, mas apenas porque decidiste começar a prestar-lhe mais atenção.


Como a natureza nos pode ajudar?


A natureza lembra-nos que a mudança raramente acontece de um dia para o outro. Uma árvore não cresce mais depressa por pressão externa e nenhum ecossistema saudável vive em aceleração constante.


Quando a observamos, percebemos que tudo se constrói através de pequenos processos repetidos ao longo do tempo. Mostra-nos que a transformação não nasce de grandes revoluções, mas de pequenas ações consistentes.


Também nos oferece algo que muitas vezes nos falta: espaço. Espaço para parar o piloto automático, recuperar a atenção e perceber quais os hábitos que nos aproximam da vida que queremos viver e quais os que nos afastam dela.


Abrandar não é parar, é alternar. É criar espaço para recuperar e para ajustar o passo. Cabe-nos aprender a traduzi-lo em práticas concretas e consistentes. Porque abrandar não é um evento, é uma competência, e tal como qualquer competência, precisa de ser treinada, ajustada e incorporada para se tornar verdadeiramente sustentável.


E é precisamente aqui que este tema se cruza com a formação Curso Especialista em Conexão com a Natureza. Não basta facilitar processos de abrandamento como uma experiência pontual ou um momento isolado. É necessário saber sustentá-los no tempo, integrá-los na vida real, no contexto das nossas rotinas.



simbolo de natureza

 
 
 

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Operação: UDE n.º 14451 Investimento PRR: 03/C16-i05-RAA – “Capacitação e Transformação Digital das Empresas nos Açores” Entidade Promotora: Ana Read Teixeira Beato (Misty Islands) Descrição do Projeto: introduzir inovação organizacional e passar a disponibilizar novos serviços relacionados com formação de profissionais em áreas relacionadas com a natureza, o bem-estar e a sustentabilidade. Ademais, o projeto visa investimentos que irão promover a competitividade da empresa nos mercados globais, potenciar a produtividade através da operacionalização de soluções digitais relevantes e a redução de custos dos processos de negócios. Objetivos: Reforçar a competitividade da empresa; incrementar a produtividade; potenciar a inovação; e reduzir custos associados à atividade, através da transição e capacitação digital. Apoio Financeiro: 4 536,69 €.

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